Diário, Vida na Irlanda

Como foi prestar o IELTS

Então que como todos sabem, a imigração “fechou o cerco” para estudantes de inglês em Dublin, desde janeiro de 2016. As principais mudanças foram o menor tempo de visto (de 12 para 8 meses) e a obrigatoriedade da prestação de um exame de proficiência no final do curso. Pra falar a verdade, quando renovei meu último curso (em agosto do ano passado), eu tava pouco ligando pra isso, fui na escola pra assinar os documentos e quando me perguntaram qual exame eu queria prestar eu falei o primeiro que me veio a cabeça: IELTS!

O sistema internacional de testes da língua inglesa (IELTS em inglês) é o teste de proficiência em inglês mais popular do mundo para ensino superior e migração global, com mais de 2 milhões de testes realizados no ano passado.

O IELTS avalia todas as suas habilidades em inglês — leitura, gramática, compreensão oral e vocabulário, e é desenhado para refletir como você usará o inglês no estudo, trabalho, lazer, na sua nova vida no exterior.

O teste IELTS é desenvolvido pelos maiores especialistas do mundo em avaliação linguística. Sua reputação é excelente, e ele é aceito por mais de 8.000 organizações em todo mundo, incluindo escolas, universidades, empregadores, autoridades de imigração e órgãos profissionais.

Mas existem muitos outros também: TIE, Cambridge, TOEFL… Existem algumas diferenças entre eles, por exemplo: O IELTS só é válido por dois anos, enquanto os outros não tem prazo de validade, ao mesmo tempo, ele é recomendado para alunos já com um inglês avançado, enquanto o TIE e o Cambridge possuem diferentes níveis, e o TOEFL, eu nunca ouvi falar de alguém que fez por aqui na Irlanda.

Enfim, escolhi o IELTS, mas deixei essa questão de lado. Até que minhas aulas na turma de Advanced chegaram ao fim, e a escola me colocou em uma turma de preparação pro IELTS, e foi aí que eu vi que a coisa era um pouquinho mais séria do que eu tava imaginando. Assim, eu poderia muito bem fazer o exame (ou nem fazer) nas coxas, mas bem ou mal gastei quase 200 euros nele, e ele me serviria para aplicar para uma pós ou um mestrado na Irlanda caso eu quisesse.

O exame é dividido em quatro partes: listening, reading, writing e speaking. E cada uma dessas partes tem suas particularidades, por exemplo: o listening são quatro diferentes aúdios, o primeiro é o mais fácil e é um diálogo em que você precisa completar as informações com uma ou duas palavras, o segundo é uma conversa também, mas as questão são múltipla escolha, o terceiro e o quarto são monólogos contendo temas mais acadêmicos. No writing por sua vez, são dois textos que precisam ser redigidos em uma hora. O primeiro precisa conter 150 palavras e descreve um gráfico e o segundo sua opinião a respeito de algum assunto, no meu caso foi sobre se eu achava que os governos deviam aplicar um teto salarial para quem ganha mais do que a população em geral, esse, com o mínimo de 250 palavras.

Cada uma das partes tem um tempo, e sim, é muito corrido e não dá pra ficar voltando em alguma questão que você perdeu. Pra mim, o reading foi o mais difícil, eu me enrolei em um dos textos e não consegui terminar a tempo. O speaking foi na parte da tarde e foi bem rápido, mas eu estava exausta e não devo ter falado nada com nada, haha. É só você e o examinador na sala por uns 20 minutos, perguntando algumas coisas aleatórias, lembro que as minhas questões foram sobre minha cidade Natal, depois sobre celebridades e enfim relógios (wtf?).

Como eu disse, eu saí do final do exame completamente acabada, parecia que eu tinha gastado todo meu inglês, eu mal conseguia responder as perguntas básicas que as pessoas me faziam tipo se eu queria comer alguma coisa, haha, sério.

Depois de duas semanas saiu o resultado e eu entrei no site suando: tirei um 7! A média é baseada nessas quatro partes que citei e as minhas ficaram assim: speaking – 7; writing – 6.5; listening – 7.5 e reading – 6.5.

Pra entender como funciona as notas, vou deixar essa tabela abaixo.

Sete é uma nota relativamente alta pro meu nível e completamente melhor do que eu estava esperando. Eu achava que tiraria um 6, no máximo um 6.5, mas não! E isso significa que posso entrar em uma faculdade de língua inglesa tranquilamente, pois a maioria delas pedem 6 ou 6.5.

Não vou mentir que fiquei super orgulhosa sim, até por que, pra mim que chegou aqui no pre-intermediate, que não poderia fazer uma prova dessa um ano atrás é um super avanço. É claro que ainda tenho muito a aprender, que ainda escrevo e falo coisas erradas, mas vou continuar estudando pra quem sabe da próxima tirar um 8. :P

No fim, as aulas preparatórias me ajudaram muito, pois além do vocabulário, elas me ensinaram os macetes da prova, como controlar o tempo, ler o texto sem se aprofundar muito e já buscando a informação correta e começar a redação da melhor maneira. Eu diria que o IELTS mede sim o seu nível de inglês, mas ser rápido e dominar algumas dessas dicas ajuda muito também.

2 Comments

  1. Jessica M

    March 23, 2017 at 11:09 am

    Poxa, você foi super bem! Parabéns!
    Sua experiência me fez ter a certeza que preciso estudar mais, e somente em casa talvez não seja o suficiente. Tenho estudado bastante inglês, principalmente gramática, mas nunca acho que estou preparada o suficiente para o teste.
    Acho que Irlanda e Canadá embaçam muito com visto. O ideal no meu caso seria um intercâmbio, mas não tenho condições por enquanto.
    Beijos :*

  2. Vy

    March 31, 2017 at 1:27 am

    Parabéns! Agora que não volta nunca mais, né? Hihihi…
    O TOEFL é mais solicitado nos EUA, e tem validade também. Lembro que era caro… Nunca fiz por causa da validade. Um que eu queria fazer é o Cambridge, mas dizem que é bem difícil, acho que teria que rever gramática e ortografia!

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